Sempre que se faz um apanhado do ano que termina é uma balança daquelas antigas, de dois pratos: o melhor e o pior. Há anos chochos nada de extravagante - anos felizes. Há anos onde os braços pendem mais para um ou para outro lado: anos difíceis, nos muitos bons a dificuldade é segurar o cavalo para ele não disparar. E há anos com coisas mto boas e coisas mto más: na soma e vistos com alguma distância também são anos felizes, é só olhar para o angulo certo, aquele que nos faz crescer.
A solidão é nossa companheira inexorável mesmo quando acompanhados. Vi um documentário na última semana onde se provava que o cerébro precisa de silêncio e solidão(qdo há concentração) para produzir. E que as pessoas que conseguem se sentir bem em sua própria companhia e gostam do silêncio, são mais felizes e mais produtivas.
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 15 de julho de 2011
O mau bife
Uma casa que se preza não pode viver só do passado, só da fama, ou dos dois,está vivendo de nehum, está a beira da morte!
€11,65 um bife. Só o bife! Arroz a parte! Batata a parte! Salada a parte! Ovo a parte! Legumes, esparregado, pão, seja qual for a guarnição é a parte.
Qualquer casa, por mais pequena, mais simples que seja, te serve um bife daquele tamanho: como nas dietas - exatamente o tamanho da palma da mão - com batata frita e salada ou arroz, com ovo, muito mais barato.
E o serviço? Um "desserviço"! Há muito tempo não via nada tão ruim. Os empregados QUANDO passam pela sala o fazem em linha reta, sem olhar para a mesa ou até olhando para o lado oposto. Fiquei 15 minutos com o braço levantado, com uma travessa na mão - DEVOLVENDO OS LEGUMES SALTEADOS PORQUE UM DELES ESTAVA AZEDO - a espera que o garçom viesse até a mesa, quando chamamos um que passava, ele disse que não podia atender que ia chamar o colega, e foi lá para dentro sem nada nas mãos, e voltou sem nada nas mãos, mas não me atendeu, tive que esperar a vontade do "colega" aparecer.
Vergonhoso!!!
Falo da PORTUGÁLIA da Almirante Reis - hoje 15/07/2011 de 18:00 até cerca da meia noite uma mesa com 8 alunos da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa que comemoravam a participação no Concurso de Idéias de Almada. Me arrependo de não ter solicitado o Livro de Reclamações!!!
€11,65 um bife. Só o bife! Arroz a parte! Batata a parte! Salada a parte! Ovo a parte! Legumes, esparregado, pão, seja qual for a guarnição é a parte.
Qualquer casa, por mais pequena, mais simples que seja, te serve um bife daquele tamanho: como nas dietas - exatamente o tamanho da palma da mão - com batata frita e salada ou arroz, com ovo, muito mais barato.
E o serviço? Um "desserviço"! Há muito tempo não via nada tão ruim. Os empregados QUANDO passam pela sala o fazem em linha reta, sem olhar para a mesa ou até olhando para o lado oposto. Fiquei 15 minutos com o braço levantado, com uma travessa na mão - DEVOLVENDO OS LEGUMES SALTEADOS PORQUE UM DELES ESTAVA AZEDO - a espera que o garçom viesse até a mesa, quando chamamos um que passava, ele disse que não podia atender que ia chamar o colega, e foi lá para dentro sem nada nas mãos, e voltou sem nada nas mãos, mas não me atendeu, tive que esperar a vontade do "colega" aparecer.
Vergonhoso!!!
Falo da PORTUGÁLIA da Almirante Reis - hoje 15/07/2011 de 18:00 até cerca da meia noite uma mesa com 8 alunos da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa que comemoravam a participação no Concurso de Idéias de Almada. Me arrependo de não ter solicitado o Livro de Reclamações!!!
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Quando dói o coração!
Músculo liso dói? Ui, dói!
Há tantos tipos de dores, pior é que o coração ao longo dos tempos, ficou indelevelmente associado ao amor, ao sentimento, falo destas dores.
Aquela compressão/pressão, parece que há uma mão gigante te apertando o peito, é sintoma claro: angústia!
Por que que eu tenho angústia??? Quero ser alienada.
Como podemos estar todos "andando de cavalo prá burro"?Não suporto ver a degradação. O desespero é um péssimo conselheiro e já que este é o post dos ditados "pior cego é aquele que não quer ver". Ou "se não posso ser macaco, onça não quero ser", mas, e é sempre o mas, é dificil desistir de sonhos, de projetos e de criações e se não tiver planos para começar de novo, vontade de aprender coisas novas, então a cegueira é maior, e a tentativa de segurar o Titanic com as próprias mãos acentua-se. E lá vou eu, a contragosto, mas vou.
Maldito Marx, que a sua caveira chacoalhe na cova - estúpida coisa esta de socializar os prejuízos.
Até quando Senhor, até quando? Conceda-me o argumento, a força, o argumento da força e a força do argumento, o poder da resolução.
Odeio dizer: eu avisei. Destino misto de Cassandra e da mulher de César.
Mas eu avisei, eu vi, e vou ter de ser honesta e mostrar que sou honesta, não basta ser.
Há tantos tipos de dores, pior é que o coração ao longo dos tempos, ficou indelevelmente associado ao amor, ao sentimento, falo destas dores.
Aquela compressão/pressão, parece que há uma mão gigante te apertando o peito, é sintoma claro: angústia!
Por que que eu tenho angústia??? Quero ser alienada.
Como podemos estar todos "andando de cavalo prá burro"?Não suporto ver a degradação. O desespero é um péssimo conselheiro e já que este é o post dos ditados "pior cego é aquele que não quer ver". Ou "se não posso ser macaco, onça não quero ser", mas, e é sempre o mas, é dificil desistir de sonhos, de projetos e de criações e se não tiver planos para começar de novo, vontade de aprender coisas novas, então a cegueira é maior, e a tentativa de segurar o Titanic com as próprias mãos acentua-se. E lá vou eu, a contragosto, mas vou.
Maldito Marx, que a sua caveira chacoalhe na cova - estúpida coisa esta de socializar os prejuízos.
Até quando Senhor, até quando? Conceda-me o argumento, a força, o argumento da força e a força do argumento, o poder da resolução.
Odeio dizer: eu avisei. Destino misto de Cassandra e da mulher de César.
Mas eu avisei, eu vi, e vou ter de ser honesta e mostrar que sou honesta, não basta ser.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Obituário para o MacLane
Mac partiu hoje para o céu dos gatinhos.
Estava com um arzinho tão tranquilo, deitadinho de lado, morreu mesmo de velhinho, parece que o coração lhe falhou.
Pensei tantas vezes em como ele seria feliz correndo no Ipê Amarelo! Quando estava lá ficava a imaginá-lo por lá. Agora que parece que vamos, o tempo dele acabou. Só irá no meu pensamento! Vamos deixando o tempo passar, e um dia é tarde!
Nem é preciso um dia, brinquei com ele ontem a noite antes de ir deitar, fiz festinhas no pescoço, fechou os olhinhos, limpei o olhinho que tinha uma remelinha seca, e de manhã fui logo lá, acordei cedo - tive uma noite de pesadelos - ele já quase não saia da cestinha dele, aconcheguei-lhe um paninho muito quentinho que lhe coloquei há mais ou menos duas semanas, deu um miadinho, vesti o impermeável e fui para a horta, não deixei a porta aberta com receio que ele saisse para o jardim e o Agostinho com as suas brincadeiras malucas o encuralasse como há duas semanas na churrasqueira - também havia saido atrás de mim - embora o Agostinho o respeitasse muito, avançava para brincar, mas Mac rosnava e atacava-o a patadas e ele recuava, recuava para avançar novamente, queria brincar mas o Mequinho o olhava com cara de: não tenho paciência para este puto, e recuava sem lhe dar as costas até entrar na garagem.
Voltei, e fui para a hidroterapia, disse ciao Mac, como sempre: ele não miou. Quando voltei não fui perto dele,da porta do carro ao tirar um saco disse: Oi Mequito, ele estava de lado, com a cabeça para o outro lado, que não vi; almocei, ele não veio, deitei...
Elsa chegou e A. veio perto de mim com ar estranho, perguntei logo o que era, disse que Mac estava morto.
Custei a tomar coragem mas fui lá, fiz carinho nele, quietinho, imóvel, parecia mesmo dormir, nem muito gelado, o meu loirinho de barriguinha branca e cheirosinha, - gostava tanto de lhe fazer isso: levanta-lo bem alto e enfiar e esfregar o nariz na sua barriguinha - o meu loirinho de pelo enovelado, embolado e agarrado problema surgido com a idade e que este ano nem aos tufos caiu no verão.
M. chegou, levou-o para enterrar no terreno do pomar, quero-o aqui dentro, guardadinho, foi com sua cestinha, suas almofadas, seu paninho, adeus Mequinho, se os budistas estiverem certos voce voltará, provavelmente não para mim, mas fará a felicidade de outra pessoa por muitos e bons anos como fez a mim por quase treze anos, senão ficará no céu dos gatinhos a brincar, ronronar, procurando a minha cama para se enrolar bem encostado a mim, em cima de mim de preferência, ou a colcha azul do quarto de hóspedes, ou a porta do roupeiro para arranhar, abrir e se esconder lá dentro, fingindo que não ouve quando não lhe interessa aparecer!!!
Mesmo não sendo de boa família como eu sempre disse que voce não era, muito obrigado por ter estado tanto tempo na minha vida, por ter se dedicado a mim, por me ter dedicado TODA a sua vida e ter me dado tanta felicidade, espero ter correspondido.
Como sempre disse a minha mãe, nem que seja só para exorcizar - quem não tem o que perder perde a vida vida - perdi voce, era a sua vez.
Adeus.
Estava com um arzinho tão tranquilo, deitadinho de lado, morreu mesmo de velhinho, parece que o coração lhe falhou.
Pensei tantas vezes em como ele seria feliz correndo no Ipê Amarelo! Quando estava lá ficava a imaginá-lo por lá. Agora que parece que vamos, o tempo dele acabou. Só irá no meu pensamento! Vamos deixando o tempo passar, e um dia é tarde!
Nem é preciso um dia, brinquei com ele ontem a noite antes de ir deitar, fiz festinhas no pescoço, fechou os olhinhos, limpei o olhinho que tinha uma remelinha seca, e de manhã fui logo lá, acordei cedo - tive uma noite de pesadelos - ele já quase não saia da cestinha dele, aconcheguei-lhe um paninho muito quentinho que lhe coloquei há mais ou menos duas semanas, deu um miadinho, vesti o impermeável e fui para a horta, não deixei a porta aberta com receio que ele saisse para o jardim e o Agostinho com as suas brincadeiras malucas o encuralasse como há duas semanas na churrasqueira - também havia saido atrás de mim - embora o Agostinho o respeitasse muito, avançava para brincar, mas Mac rosnava e atacava-o a patadas e ele recuava, recuava para avançar novamente, queria brincar mas o Mequinho o olhava com cara de: não tenho paciência para este puto, e recuava sem lhe dar as costas até entrar na garagem.
Voltei, e fui para a hidroterapia, disse ciao Mac, como sempre: ele não miou. Quando voltei não fui perto dele,da porta do carro ao tirar um saco disse: Oi Mequito, ele estava de lado, com a cabeça para o outro lado, que não vi; almocei, ele não veio, deitei...
Elsa chegou e A. veio perto de mim com ar estranho, perguntei logo o que era, disse que Mac estava morto.
Custei a tomar coragem mas fui lá, fiz carinho nele, quietinho, imóvel, parecia mesmo dormir, nem muito gelado, o meu loirinho de barriguinha branca e cheirosinha, - gostava tanto de lhe fazer isso: levanta-lo bem alto e enfiar e esfregar o nariz na sua barriguinha - o meu loirinho de pelo enovelado, embolado e agarrado problema surgido com a idade e que este ano nem aos tufos caiu no verão.
M. chegou, levou-o para enterrar no terreno do pomar, quero-o aqui dentro, guardadinho, foi com sua cestinha, suas almofadas, seu paninho, adeus Mequinho, se os budistas estiverem certos voce voltará, provavelmente não para mim, mas fará a felicidade de outra pessoa por muitos e bons anos como fez a mim por quase treze anos, senão ficará no céu dos gatinhos a brincar, ronronar, procurando a minha cama para se enrolar bem encostado a mim, em cima de mim de preferência, ou a colcha azul do quarto de hóspedes, ou a porta do roupeiro para arranhar, abrir e se esconder lá dentro, fingindo que não ouve quando não lhe interessa aparecer!!!
Mesmo não sendo de boa família como eu sempre disse que voce não era, muito obrigado por ter estado tanto tempo na minha vida, por ter se dedicado a mim, por me ter dedicado TODA a sua vida e ter me dado tanta felicidade, espero ter correspondido.
Como sempre disse a minha mãe, nem que seja só para exorcizar - quem não tem o que perder perde a vida vida - perdi voce, era a sua vez.
Adeus.
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